sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Festival do Rio: Abraços Partidos


Pedro Almodóvar está, digamos, mais refinado. Em seu novo longa, "Abraços Partidos", ele capricha em um visual diferenciado, em uma trama que flerta ainda mais com o cinema, coisa que fez em longas anteriores como "Tudo Sobre Minha Mãe".
Penélope Cruz, musa do cineasta, serve de figura para conflito do filme, ela é a aspirante a atriz Lena, amante de um rico empresário se apaixona pelo diretor Mateo Blanco (Lluís Homar), enquanto filmam "Garotas e Malas". Isso em 1992. O tempo passa, é 2008, e no começo do longa encontramos Mateo cego, roteirista e só lhe restam lembranças. O passado começa a ser revirado pelo filho do amante de Lena, Ray X, que vai ao encontro de Mateo.

O drama de Mateo e Lena vai sendo contado em um enorme flashback e de algumas revelações. Almodóvar usa a história ficcional dentro do filme para traçar a trama com a realidade, e também faz uma homenagem ao cinema com a mensagem final do filme. Algumas cenas são dispensáveis, outras de pouco apelo emocional, o drama é insosso, mas a sinceridade que Almodóvar coloca em todas suas histórias e a presença sempre sensacional de Penélope valem o filme.
Quando somos apresentados a um pedaço do que seria "Garotas e Malas", o filme dentro do filme, vemos uma homenagem ao velho estilo de Almodóvar, com a fotografia bem colorida, interpretações e situações ao estilo de "Mulheres á Beira de um Ataque de Nervos". Essa cena em questão pesa contra o longa em si, afinal, aquilo ali é tudo o que o filme não é, simplesmente genial!

Nota: 7,5

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