quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Festival do Rio: Distante Nós Vamos



Sam Mendes foi realmente distante para conceber esse "Distante Nós Vamos", o filme está bastante diferente do Sam Mendes de "Beleza Americana" ou de "Apenas Um Sonho", ele deixa o clima pesado e os finais melancólicos pra abraçar uma trama que flerta com o universo Indie, ora no visual, ora na trilha sonora.

No começo somos apresentados, de maneira bem "íntima", ao casal Burt (John Krasinski) e Verona (Maya Rudolph) e descobrimos logo que ela vai ter um bebê. Os dois decidem morar perto dos pais dele, os dela faleceram, como uma base familiar para a criança, quando descobrem que eles vão morar na Europa por dois anos, a vida do casal vira de cabeça pra baixo, não faz mais sentido permanecer ali, como ambos tem empregos não fixos, decidem percorrer o país á procura de amigos e familiares e do lugar perfeito para criarem seu filho.


É quando entra o Road Movie e toda aquela história de descobrir coisas e crescer. No começo o humor é fugaz e negro, simplesmente genial. As situações que o casal passam são realmente extremas, desde uma família degenerada, com uma mãe louca e carente e um pai desligado do mundo, até uma família "paz e amor" que beira o ridículo. Tudo muito bem montado em quadros de lugares. Já a parte final, que se encaminha para o desfecho Melo dramático, perde força, abandona o humor e pega pesado nas esperanças do casal.
É um filme muito bem feito, uma troca de ares para Mendes, mais pelo roteiro de Dave Eggers que carrega o filme pra essa atmosfera a lá "Juno". Uma ótima experiência para um cineasta ainda com poucos filmes e muito potencial na direção, mais fica aquele desejo de um desfecho forte que os outros filmes de Mendes tem. Aqui há espaço para um lar feliz para uma família amorosa no final das contas.
Nota: 8,0

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